O painel que abre a I Conferência Nacional de Microsseguros, evento online e gratuito que acontece no dia 24 de novembro, irá abordar o início do microsseguro no Brasil, e terá grandes nomes: Armando Vergílio, presidente da Fenacor; José Luis Silva, diretor de Relacionamento da Associação Nacional de Microsseguradoras (ANM); Solange Beatriz, diretora de Comunicação e Relações de Consumo da CNseg; e Marcello Bittencourt, procurador do Governo Federal.

Armando Vergílio ressalta que o evento tratará de um produto de suma importância para as camadas mais pobres da população. “Os microsseguros, ou seguros inclusivos, têm enorme relevância para o amparo e proteção desse segmento da sociedade, ainda mais agora diante da nova ordem que surge a reboque da pandemia. Convido todos os corretores de seguros a assistirem esse evento, que, com certeza, também indicará novas oportunidades de negócios para a nossa categoria”.

Para Solange Beatriz, o microsseguro deverá conquistar tração e economia de escala com a crescente digitalização setorial, podendo gerar mais ganhos no futuro para a distribuição de produtos. “A Susep estuda novo marco normativo centrado em flexibilidade e vantagens regulatórias. O Sandbox e as regras de proporcionalidade são contribuições indiretas para o microsseguro. Da mesma forma, insurtechs poderão agregar valor com soluções que reduzam custos. O corretor de seguros deve ficar atento a esse cenário, que pode criar muitas oportunidades para o consumidor”.

Para Marcello Bittencourt, do Governo Federal, a participação dos corretores de seguros no evento será a válvula propulsora para expansão dessa modalidade securitária para os quatro cantos do Brasil e proporcionará em breve a expansão das vendas para as camadas mais necessitadas da população. “O corretor é o intermediário entre o consumidor e as seguradoras pelo fato de deter conhecimentos específicos em relação aos mais diversos tipos de seguros. Como a cultura de seguros no Brasil é pouco desenvolvida, se faz indispensável a participação dos corretores para que haja um maior equilíbrio nesse tipo de contrato que envolve duas partes: por um lado, o segurado, geralmente carente de conhecimentos específicos, e por outro, as sociedades seguradoras que são administradoras de uma grande massa de recursos e contam com profissionais extremamente capacitados”. Em sua visão, os corretores de seguros poderão contratar como prepostos milhares de jovens das Classes C, D e E para a venda em comunidades e igrejas dessa importante modalidade de proteção financeira que é o microsseguro.”

José Luis lembra que, no Brasil, o desafio de criar um segmento de seguros que pudesse atender à população com renda per capita até dois salários mínimos começou em 2006, quando a Susep se tornou membro da International Association of Insurance Supervisors Consultative Group to Assist the Poorest (IAIS-CGAP) e evoluiu graças aos trabalhos de comissões consultivas envolvendo Susep, BACEN, Ministério da Previdência Social, CNSeg, Fenacor e ENS, até chegar à Resolução CNSP 244 de 06/12/11, que dispõe sobre as operações de microsseguro.  “Seguiram-se outras normativas e o microsseguro evoluiu graças à tecnologia que tornou a contratação simples, imediata e a baixo custo, permitindo vislumbrar canais de distribuição massificados como no relacionamento com fintechs, cooperativas, sindicatos, clubes, lojas de varejo e tantas outras possibilidades que farão desta conferência uma surpresa para aqueles corretores de seguros que buscam desenvolver seus negócios transformando o mercado e cumprindo o papel de protetores da sociedade”.

A I Conferência Nacional de Microsseguros, acontece de forma online, durante todo o dia 24 de novembro, trazendo painéis com conteúdo inédito e exclusivo sobre o tema, em diversos formatos e a participação de especialistas em seguros do Brasil e do mundo. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site https://conferencia.anmicrosseguros.org.br/ .