Casamento, nascimento de filhos e constituição de patrimônio são os principais motivos que levam consumidores a investirem na garantia. Casos de doença grave ou invalidez também aceleram a tomada de decisão.

“A idade sempre foi um fator de decisão para contratação de seguro de vida, pois a maturidade faz com que as pessoas entendam melhor a importância da proteção. O problema é que, muitas vezes, isso acontecia tardiamente. Quanto mais cedo se busca esse tipo de apólice, menor é o investimento, entre outras vantagens. E os novos consumidores estão mais atentos a isso”. A afirmação é do especialista em seguros de vida, Rafael Leonel. Segundo ele, a necessidade de dar segurança à família, casamento, filhos e também a preocupação com a constituição de um patrimônio que garanta um bom padrão de vida em caso de morte, doença grave ou invalidez, são fatores que aceleram a tomada de decisão. 

Prova dessa mudança de cultura de que, aos poucos, o brasileiro vem contratando seguros de vida mais cedo é o fato das gerações Z e Y, formada por consumidores de até 40 anos, liderarem a carteira de algumas seguradoras e também serem parcela importante das novas contratações. “Juntas, essas gerações representam 51% das cerca de 34 mil vidas seguradas pela Sancor Seguros, por exemplo. Hoje mais da metade das novas contratações na companhia vem de consumidores que têm entre 31 e 50 anos”, conta Leonel, que também é  gerente nacional de Seguros Pessoas da empresa. 

Na Sancor, 9% dos segurados de vida são da geração Z (até 25 anos), sendo 48% deles homens e 52% mulheres. “Nesta fase da vida muitos jovens ainda não têm total consciência da conveniência de se ter proteção, muitos ainda estão concluindo os estudos e iniciando uma trajetória profissional. A contratação nessa faixa etária ainda é mais comum entre jovens que formam a família mais cedo ou que precisam de seguros pela obrigatoriedade de estágios”, afirma.

O grupo Y, de clientes entre 26 e 40 anos, compreende 42% da carteira da Sancor Seguros (51% homens e 49% mulheres). A geração X (41 a 60 anos) é tradicionalmente bastante significativa também e abrange 42% dos consumidores (61% homens e 39% mulheres). E, por fim, 8% dos segurados têm mais de 61 anos, os Baby Bommers (64% homens e 36% mulheres). 

“Um dado interessante é ver como nas faixas de idade mais avançadas não há tanto equilíbrio entre contratações de seguro por homens e mulheres, o que remete a um comportamento mais tradicional e até ultrapassado, de quando o homem era o provedor do lar e de segurança, algo cada vez menos comum e comprovadamente equivocado, já que pesquisas recentes mostram que quase metade dos lares brasileiros é sustentado por mulheres”, analisa Leonel.

O especialista lembra ainda que ter um seguro é importante em todas as fases da vida. Não existe idade ideal para contratar, pois cada fase possui uma necessidade de proteção. A contratação tem muita relação com a educação financeira da população, que precisa ser cada vez mais difundida entre nossas crianças e jovens, para que eles entendam que ter um seguro de vida é a principal ferramenta de proteção pessoal, familiar e financeira que se pode ter”, ressalta.

Na hora de contratar um seguro de vida, segundo Leonel, é muito importante saber detalhadamente quais serão as coberturas contratadas e o prazo de vigência de cada uma delas, bem como os capitais segurados, que devem atender algumas necessidades primordiais, como custear a educação do filhos, manter o padrão de renda familiar por pelo menos 60 meses e eventuais custos de inventário. “Para isso, é importante levar em conta a idade dos filhos na contratação do seguro, a renda média mensal atual e o patrimônio constituído para que se possa fazer a análise correta da necessidade de capital segurado”, orienta.

A Sancor Seguros, integrante do maior conglomerado segurador da Argentina, é a companhia que mais expandiu em seguros de Pessoas (que inclui os de vida) até abril deste ano. Nos dois primeiros meses de 2020 registrou crescimento de aproximadamente 46% contra os 7% do setor. No fechamento do quadrimestre, o aumento no total de prêmios emitidos foi de 35,6% se comparado ao mesmo período do ano passado. Com os resultados, passou a figurar entre as 25 maiores do País no produto, que inclui além de seguros de vida, acidentes pessoais e prestamistas, para pessoas física e jurídica.