Por Ronald Poon Affat

Como as seguradoras de vida podem atender a geração do milênio à medida que se tornam a maior população do planeta.

Os jovens do milênio são vistos como sendo a geração mais observada e analisada da história. Simultaneamente vista como preguiçosa ou empenhada, egoísta ou altruísta – além de viciada em tecnologia, esse grupo pode ser tanto desconcertante como fascinante.

Alguns fatos: eles já são maiores do que os Baby Boomers, constituindo a maior parte da força de trabalho e, à medida que os Boomers se aposentam, essa participação aumentará. Eles também são altamente instruídos, com metade detendo pelo menos quatro anos de faculdade e são a primeira geração a ser adepta à navegação no mundo digital, aumentando a probabilidade de recorrer à tecnologia para encontrar soluções para suas necessidades.

Com os mais jovens da geração do milênio atualmente entrando na idade adulta e os mais velhos estão chegando aos seus primeiros anos de carreira, eles têm o potencial de constituir um mercado de seguros de vida altamente significativo.

A Geração Y precisa de seguro de vida?

A resposta é simples: sim. No entanto, como a geração do milênio está atrasada em relação às gerações anteriores, ao entrar nos estágios iniciais da vida adulta, existe uma considerável diferença de riqueza entre essa geração e as anteriores, e é provável que ela cresça.

A Geração Y está comprando seguro de vida?

A resposta aqui também é simples:  sim – e, de acordo com a LIMRA, eles estão comprando a taxas mais altas do que o esperado. O Estudo de Propriedade do Seguro de Vida de 2016 da LIMRA, que abrange dados de 1960 a 2016, descobriu que 70% dos domicílios da geração do milênio possuíam algum tipo de seguro de vida – o maior de qualquer outra faixa etária. Além disso, o relatório Facts About Life 2018 da LIMRA, encontrou mais adultos com menos de 45 anos que possuíam seguro de vida em 2016 do que em 2010.

Curiosamente, a geração do milênio realmente quer adquirir um seguro de vida. No entanto, de acordo com a LIMRA, eles são a faixa etária com menor probabilidade de ter sido abordada. E, apesar da propensão para a pesquisa on-line, 74% da Geração Y ainda prefere conversar com um profissional financeiro na hora de efetuar a compra.

Além disso, a Geração Y, quando compra, não está comprando o suficiente, tornando-se a geração com o maior índice de insuficiência. A pesquisa New York Life Insurance Co. Life Insurance Gap de 2018, verificou que, nos EUA, a diferença de cobertura de seguro de vida para a Geração Y é de 78%, muito maior do que a registrada na Geração X e entre os Boomers.

Quais são as causas dessa insuficiência? De acordo com o Facts About Life 2018 da LIMRA, os jovens do milênio são menos propensos em definir o que realmente precisam e, provavelmente, assumem que o custo é muito superior ao real.

Olhando para o futuro

Claramente, os jovens do milênio reconhecem o valor do seguro de vida e, ao contrário das gerações anteriores, reconhecem um valor substancial na obtenção de cobertura a longo prazo. As seguradoras devem estar prontas para atendê-los com tecnologia especializada. Se o sistema de suporte exigir uma espera de 24 a 48 horas por uma resposta ou pela ligação de um representante, a empresa provavelmente perderá os proponentes da geração do milênio para concorrentes com tecnologia mais avançada.

À medida que os jovens do milênio forem envelhecendo e suas necessidades mudando, suas demandas com relação à cobertura de vida passarão por grandes transformações. As seguradoras devem manter-se focadas na Geração Y para terem condições de alinhar continuamente as ofertas de produtos e serviços. 

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Ronald Poon-Affat, FSA, FIA, MAAA, CFA, é CEO da RGA Global Reinsurance Company Ltd. – Escritório de Representação no Brasil Ltda. Ele pode ser contatado em rpoonaffat@rgare.com