Auditório lotado e intensa participação da plateia marcaram o novo debate promovido pela AMMS no dia 29/08, no Rio de Janeiro, desta vez, sobre o tema “Empoderamento e sua importância no combate à violência contra a mulher”.

Lei Maria da Penha

O evento, que comemorou o 13º aniversário da “Lei Maria da Penha” foi aberto pela diretora Executiva da AMMS, Marcia Ribeiro, e a vice-presidente da Associação, Simone Vizani (mediadora).

Em seguida, a juíza Luciana Fiala, titular do V Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher do Tribunal de Justiça, abordou o tema “Violência Doméstica e familiar”.

Segundo a magistrada, as leis avançaram na proteção às mulheres vítimas de violência, mas ainda há muito para avançar. Ela destacou ainda o conceito do “sororidade”, que visa a incentivar a união e o entrelace entre as mulheres: “o fundamento da sororidade está no companheirismo e empatia, bem como no contundente interesse no encontro de objetivos em comum”, enfatizou.

Complience e Gestão de Conflitos

Já a especialista em gestão de pessoas, compliance e gestão de conflitos, Karina Uchôa, falou sobre as consequências do “Assédio Moral e Sexual nas Instituições ».

Segundo a especialista, que é idealizadora do projeto “Profissional Mulher”, que visa à qualificação profissional de mulheres vítimas de violência, a sociedade vive uma crise marcada pelo aumento do assédio como instrumento de uma “gestão perversa” do cotidiano.

“As pessoas estão doentes. O assédio moral está na mídia, mas não há, no Brasil, uma legislação sobre o assunto, embora projeto de lei a respeito dessa matéria esteja tramitando há 19 anos no Congresso Nacional”, frisou.

Relações abusivas

A terceira participante do debate foi a psiquiatra Kátia Mecler, coordenadora do Departamento de Ética e Psiquiatria Legal da Associação Brasileira de Psiquiatria, a quem coube comentar as questões relacionadas às “Relações abusivas, quando elas começam?”.

De acordo com a palestrante, a relação abusiva começa de forma sutil e as pessoas nem sempre conseguem perceber os traços de personalidades que podem gerar situações difíceis. “O alarme está no mal estar, na sensação de inferioridade, de culpa e de impotência no ambiente de trabalho e nas relações sociais ou familiares. A nossa energia acaba sendo drenada.”, alertou a psiquiatra, que é autora do livro “Psicopatas do Cotidiano”.

Debate

Após uma breve paralisação, para o coffee break, a plateia pode participar do debate, com perguntas diretas para as palestrantes.

Nessa parte do evento, a conselheira Fiscal da AMMS, Camila Davoglio, incrementou o debate com perguntas pertinentes sobre os temas em pauta.

O encontro contou também com as presenças de algumas lideranças femininas do mercado de seguros, como as diretoras da Escola Nacional de Seguros (ENS), Maria Helena Monteiro, e da CNseg, Solange Beatriz Palheiro Mendes; e a presidente da Comissão Feminina do Sincor-RJ, Ana Claudia Fontenele.

PATROCINADORES

O debate teve quatro patrocinadores “Black” (Chubb, IRB Brasil Re, Swiss Re e Tokio Marine); um “Platinum” (Bethe B); seis “Gold” (Austral Re, Liberty Seguros, Liberty Mutual Re, Marsh & McLennan Companies; Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados e Sompo Seguros); cinco “Silver” (Allianz, Fator, THB, Travelers e Willis Towers Watson); e nove “Bronze” (ASAS, DR&A Advogados, Fairfax Brasil, Capsicum Re, Sedgwick, Icatu Seguros, Somus e Matthews Daniel a Bureau Veritas Group Company e Trench Rossi Watanabe).

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